
Venho instruir e consolar. Venho lhes dizer que elevem a sua resignação à altura de suas provas. Que chorem, pois a dor foi sagrada no Jardim das Oliveiras, e que esperem, pois também os anjos consoladores virão enxugar suas lágrimas.
Irmãos, traçai vosso sulco; recomeçai no dia seguinte a jornada da véspera. O trabalho de vossas mãos fornece o pão terreno a vossos corpos. Vossas almas porém, não estão esquecidas; e eu, o divino jardineiro, cultivo-as no silêncio de vossos pensamentos. Quando soar a hora do repouso, e a trama da vida escapar de vossas mãos e os vossos olhos se fecharem à luz, sentireis que surge e germina em vós minha preciosa semente. Nada está perdido no reino do nosso Pai, e vossos suores formam o tesouro que vos tornará ricos nas esferas superiores, onde a luz substitui as trevas e o mais desprovido dentre vós todos será, talvez, o mais resplandecente.
Em verdade vos digo: aqueles que carregam seus fardos e que assistem os seus irmãos são meus bem-amados. Instruí-vos na preciosa doutrina que dissipa o erro das revoltas e mostra o objetivo sublime da provação humana. Assim como o vento varre a poeira, que também o sopro dos Espíritos dissipe os vossos despeitos contra os ricos do mundo que são, não raro, muito miseráveis, pois se acham sujeitos a provas mais perigosas do que as vossas. Estou convosco e meu apóstolo vos instrui. Bebei da fonte viva do amor e preparai-vos, cativos da vida, para lançar-vos um dia, livres e alegres, no seio d’Aquele que vos criou simples e ignorantes para que vos tornem perfeitos, modelando a vossa maleável argila, a fim de serdes os artesãos de vossa própria imortalidade.
O Espírito de Verdade - Paris, 1861
de O Evangelho Segundo o Espiritismo, organizado por Allan Kardec
Capítulo 6, item 6.
Irmãos, traçai vosso sulco; recomeçai no dia seguinte a jornada da véspera. O trabalho de vossas mãos fornece o pão terreno a vossos corpos. Vossas almas porém, não estão esquecidas; e eu, o divino jardineiro, cultivo-as no silêncio de vossos pensamentos. Quando soar a hora do repouso, e a trama da vida escapar de vossas mãos e os vossos olhos se fecharem à luz, sentireis que surge e germina em vós minha preciosa semente. Nada está perdido no reino do nosso Pai, e vossos suores formam o tesouro que vos tornará ricos nas esferas superiores, onde a luz substitui as trevas e o mais desprovido dentre vós todos será, talvez, o mais resplandecente.
Em verdade vos digo: aqueles que carregam seus fardos e que assistem os seus irmãos são meus bem-amados. Instruí-vos na preciosa doutrina que dissipa o erro das revoltas e mostra o objetivo sublime da provação humana. Assim como o vento varre a poeira, que também o sopro dos Espíritos dissipe os vossos despeitos contra os ricos do mundo que são, não raro, muito miseráveis, pois se acham sujeitos a provas mais perigosas do que as vossas. Estou convosco e meu apóstolo vos instrui. Bebei da fonte viva do amor e preparai-vos, cativos da vida, para lançar-vos um dia, livres e alegres, no seio d’Aquele que vos criou simples e ignorantes para que vos tornem perfeitos, modelando a vossa maleável argila, a fim de serdes os artesãos de vossa própria imortalidade.
O Espírito de Verdade - Paris, 1861
de O Evangelho Segundo o Espiritismo, organizado por Allan Kardec
Capítulo 6, item 6.